Startups e PMEs conhecem a piscicultura Catarinense

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Startups e PMEs conhecem a piscicultura Catarinense

Santa Catarina está entre os cinco principais estados produtores de peixes cultivados do Brasil.  Caracterizada como uma atividade típica de propriedades familiares cujos sistemas de cultivo foram adaptados às realidades regionais. A piscicultura continental catarinense apresentou entre os anos de 2005 a 2015 um crescimento em média 8,3% ao ano, passando de 19,3 mil toneladas de peixes de água doce para 42,7 mil toneladas. Este mérito se deve em partes a EPAGRI, que aposta na pesquisa, assistência técnica e extensão rural para o desenvolvimento desta importante cadeia produtiva. No entanto, apesar de todo este crescimento, hoje, apenas 10 % dos piscicultores do estado estão enquadrados como produtores comerciais. 90 % são considerados ainda produtores amadores, caracterizados por não adotarem tecnologia de manejo durante o cultivo, promoverem a gestão de seus empreendimentos aquícolas e produzindo apenas para lazer e venda eventual, ao passo que o produtor comercial, através de adoção de tecnologias e ferramentas, realiza a venda sistemática regular. Uma das mais importantes tecnologias a serem incorporadas na atividade é que o piscicultor saiba cuidar da água dos viveiros de criação para que o peixe alcance um bom índice de crescimento, ganhando peso e redução no tempo de cultivo. O monitoramento, garantindo uma água de boa qualidade, é fundamental para que o ambiente tenha condições de suportar a biomassa existente no tanque, oportuniza, assim, que os peixes possam expressar todo o seu desempenho zootécnico.  A incorporação de ferramentas de gestão dos empreendimentos busca a melhoria em eficiência, otimiza o empreendimento e prepara o produtor para o mercado.   Estimular uma piscicultura tecnologicamente qualificada oportuniza o aumento da produção, rentabilidade e evolução na produtividade, diminuindo a pressão sobre os recursos naturais e o aporte de novas áreas. Neste sentido a incorporação de tecnologias e ferramentas de análise afim de promover a profissionalização de piscicultores amadores e evolução dos produtores comerciais no estado se apresenta como demanda do setor. Pois a adoção de tecnologias são a chave para o desenvolvimento de uma piscicultura sustentável.

Para “acelerar” o processo de desenvolvimento e oferta de inovações para a cadeia da piscicultura, o NITA realizou missão técnica em que oportunizou aos participantes o contato entre técnicos da Epagri (pesquisadores e extensionistas), Startups, PMEs e agricultores por meio de reuniões e visitas a campo, onde também foi possível conhecer a realidade da atividade junto a propriedade dos agricultores.

As empresas participantes puderam conhecer os principais desafios da atividade, bem como apresentar o que cada uma já desenvolveu de soluções para a atividade e também o que está desenvolvendo.

Para saber mais sobre a missão acesse o vídeo

No documento Desempenho produtivo da piscicultura catarinense é possível obter mais informações sobre a realidade do setor.

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2018-08-06T13:39:23+00:00 03 agosto, 2018|

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