O Cultivo Protegido e seus desafios

//O Cultivo Protegido e seus desafios

O Cultivo Protegido e seus desafios

Muito se fala sobre as vantagens e desvantagens do cultivo protegido e com isso o surgimento de um novo segmento da indústria para o comércio: o de filmes plásticos para abrigos e estufas com a promessa da proteção UV e efeitos climáticos. O objetivo desta matéria é abrir a novas perguntas focadas na análise desses filmes plásticos e da radiação solar.

Para a fotossíntese os comprimentos de ondas mais utilizados pelas plantas são o azul e o vermelho, mas quais especificamente? Segundo Taiz, 2013; as faixas de utilização se apresentam como no gráfico abaixo e sabe-se que as clorofilas A e B são presentes na vegetação de coloração verde.

Abrigo de morangos suspensos em bags em Criciúma (Foto: Alexsandro Olivo – agrotechlink, arquivo)

Para a fotossíntese os comprimentos de ondas mais utilizados pelas plantas são o azul e o vermelho, mas quais especificamente? Segundo Taiz, 2013; as faixas de utilização se apresentam como no gráfico abaixo e sabe-se que as clorofilas A e B são presentes na vegetação de coloração verde.

Gráfico da quantidade de luz absorvida por uma planta contendo Clorofila A e B (Foto: Luciano Bueno, adaptado de Taiz)

A grande maioria dos cultivos protegidos são cobertos pelos filmes plásticos e este por si só absorve uma quantidade significativa de radiação solar sem ser especificadamente fabricado para a agricultura. Qualquer plástico é sensível ao UV e acaba sofrendo degradação pelo sol e com isso alguns acabam recebendo aditivos químicos como pigmentos que absorvem ou refletem o ultravioleta para aumentar a sua durabilidade e proteger as plantas.

Neste estudo realizado no Centro Universitário da Católica de Santa Catarina pelo professor Luciano Bueno através de um espectrofotômetro com varredura em comprimentos de ondas que vão desde 320 nm até 1010 nm, foi avaliado a transmitância do filme plástico aos comprimentos específicos de radiação ultravioleta, luminosa visível e infravermelha. Os resultados foram obtidos da seguinte forma, para uma média de filmes transparentes incolores e azulados, classificados como difusos e por espessura em micrometros e que possuam filtro confirmado na faixa do UV, obteve-se o seguinte comportamento em porcentagem de radiação transmitida pelos filmes plásticos.

Logo, além do filtro sobre a radiação UV, também existe o decaimento na incidência de radiação útil a planta nas faixas do vermelho e azul. Então surgem as perguntas: há limitação no desenvolvimento da planta cultivada e protegida por esses plásticos? Qual a é quantidade necessária de luminosidade para uma boa produtividade?

Cada vez mais se torna importante o estudo tecnológico sobre toda e qualquer tipo de cultivo se o objetivo é ganho de produtividade.

Autor: Luciano Bueno – Agrotechlink

Referências:

Taiz, L.; Zeiger, E. Fisiologia vegetal. 5. ed., Artmed, 2013. 918 p.

Embrapa – Circular técnica 35. Construção de estufas para produção de hortaliças nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Brasilia, DF. 1ª Edição – 2005.

Andrade, J. W. S., Júnior, M. F., Sousa, M. A. e Rocha, A. C. Utilização de diferentes filmes plásticos como cobertura de abrigos para cultivo protegido. Maringá, v. 33, n. 3, p. 437-443, 2011. DOI: 10.4025/actasciagron.v33i3.2784.

CULTIVO PROTEGIDO. Em busca de mais eficiência produtiva – HORTIFRUTI BRASIL – Março de 2014.

Estufas do Futuro. Revista Plasticultura, vol.21 Nov/Dez 2011

Compartilhar
2018-09-04T08:36:21+00:00 03 setembro, 2018|

Comentários

Deixar Um Comentário

Verificação de segurança *