Agricultores catarinenses “colhem” energia limpa

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Agricultores catarinenses “colhem” energia limpa

Em Santa Catarina, muitas famílias já não produzem apenas alimentos: também geram a própria eletricidade. Uma delas é a de Antônio Barea, em Planalto Alegre, cuja propriedade é abastecida por 114 painéis solares com capacidade instalada de 36 quilowatts-pico. Quando não “colhia” a própria energia, a família gastava R$3,5 mil por mês para manter duas residências, dois aviários com 40 mil frangos e a produção de leite de 25 vacas.

Hoje, a conta de energia varia entre R$200 e R$600. “Estou economizando R$3 mil por mês”, comemora Antônio, que investiu R$200 mil para instalar o sistema. A Epagri elaborou um plano de crédito e ele conseguiu financiamento de R$165 mil pelo Pronaf Eco. A expectativa é que, em seis anos, o investimento seja quitado apenas com a economia na conta de energia.

A experiência motivou outros produtores a investir em energia fotovoltaica. Tanto que Planalto Alegre sediou em junho o 1º Seminário Regional de Energias Renováveis para a Agricultura, realizado em parceria entre a Epagri e a prefeitura. De dezembro de 2017 até maio deste ano, a Empresa encaminhou 48 projetos de crédito para sistemas de energia fotovoltaica apenas nas regiões de Chapecó e São Lourenço do Oeste. Em todo o Estado, foram 111 projetos de julho de 2017 a junho de 2018.

Para atender essa demanda, este ano a Epagri capacitou seus profissionais em um curso sobre energia fotovoltaica. “Apenas profissionais habilitados podem fazer projetos de geração de energia elétrica, dimensionar e instalar sistemas. Mas nossos extensionistas estão capacitados para orientar os agricultores sobre o acesso a essa tecnologia e elaborar projetos de crédito para acessar financiamento”, explica Edilene Steinwandter, gerente de extensão rural e pesqueira da Epagri.

Financiamento – Para agricultores enquadráveis no Pronaf, a linha de crédito disponível para sistemas de energia solar é o Pronaf Eco. Com limite de R$165 mil e juros de 2,5% ao ano, ela oferece prazo de até dez anos para pagar, com até cinco de carência. Para os demais agricultores, há o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), com limite de R$1,3 milhão, juros de 6% ao ano e prazo de dez anos, com até três de carência.

Os agricultores enquadrados no Pronaf ainda podem acessar o programa Menos Juros, do Governo do Estado, que paga os juros de financiamentos de até R$100 mil num limite de 2,5% ao ano.

Pelo planeta – Embora a principal motivação dos agricultores seja econômica, ao produzir energia limpa, eles também fazem bem para o planeta. Isso porque as energias alternativas reduzem a pressão pela construção de usinas hidrelétricas e termoelétricas, que trazem impactos sociais e ambientais.

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2018-12-03T11:24:59+00:00 03 dezembro, 2018|

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